Meu primeiro ícone de estilo

Não foi a Audrey Hepburn, nem Chanel, nem nenhuma artista famosa. A arte dela não tem nada a ver com moldes, bordados e tecidos, mas a verdade é que eu acho que ela entende um pouquinho de tudo – sempre teve um olhar atento pra tudo e todos. Isso reflete no jeito dela de se vestir e de se cuidar (e amar). Entende meu estilo como ninguém (e até melhor que eu mesma). Cursei moda, mas grande parte do meu guarda-roupas foi ela quem escolheu – ou ajudou na decisão.

Ela viu a cintura alta sair de moda e voltar à moda. Usou biquíni de asa delta, micro-shortinho e cabelo com franjinha. Deixou a franja crescer, mudou de visual não sei quantas vezes. Pintou o cabelo pela primeira vez aos quarenta e poucos anos. Ninguém nunca deu quarenta e poucos anos pra ela.

Meu primeiro ícone de estilo me mostra todos os dias e em todos os sentidos, que a gente pode – e deve – correr atrás do que a gente quer. Em qualquer época, qualquer lugar: nenhum percurso é longo demais. Mesmo com a maturidade e sabedoria de quem atingiu a metade de um século, ela é jovem e sabe que sempre é hora de viver aventuras e aprender coisas novas.

Ela me contou que quando era criança, brincava de Liga da Justiça com os amigos e fazia o papel de Mulher Maravilha. Hoje, mais do que nunca, isso faz todo sentido.

Feliz Aniversário, mamãe. Você não é chata, você é maravilhosa.

 

 

4 comentários em “Meu primeiro ícone de estilo

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